sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

domingo, 23 de janeiro de 2011

Solfejo Coral

Solfejo Coral

 
 
O solfejo é uma ferramenta eficaz e muito importante para o desenvolvimento do repertório pelos coros, dando velocidade ao aprendizado e maior desenvoltura em partituras complexas. Embora essa ferramenta faça parte da musicalização básica para o estudo e prática de qualquer instrumento, principalmente do canto, não é utilizada nem valorizada pelos coros amadores no Brasil, salvo poucas exceções. Há uma estreita ligação entre a falta de prática de solfejo com a queda no nível de complexidade, de quantidade e qualidade do repertório realizado atualmente, colaborando também para a extinção do repertório erudito nos palcos brasileiros, que já é raridade nos encontros e festivais de coros.

No Rio Grande do Sul não há nenhum coro estável que tenha a habilidade de realizar uma partitura simples à primeira vista, nem mesmo coros de universidades. Nas universidades em que se tem curso superior de música, às vezes se formam grupos entre alunos ou de disciplinas específicas em que é possível realizar alguma leitura à primeira vista, mas mesmo assim, as tentativas frequentemente são frustradas pela habilidade insuficiente de solfejo.  Essa situação é comum por todo o país, embora existam mais exceções à regra em Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Nestes, coincidentemente, existem coros profissionais, que são referência em qualidade e complexidade de repertório. Nos coros de Meninos Cantores o solfejo também já não é comum, como era há cerca de 30 anos atrás, quando todos solfejavam diariamente em seus ensaios, e isso fazia parte da rotina, hoje já um pouco modificada.

Um coro que não solfeja está fadado a aprender de ouvido e restringir o repertório a peças fáceis ou de média dificuldade. O aprendizado é vagaroso. Em algumas situações, com muito esforço, pode se memorizar peças mais complexas, mas sempre com muita repetição e paciência. A quantidade de repertório obviamente fica reduzida, se comparada ao mesmo coro supondo que este conseguisse solfejar a primeira vista. Ou seja, se um coro realiza cerca de 15 músicas por ano, podemos imaginar que este mesmo coro, se solfejasse bem, pudesse realizar mais de cinquenta peças com a mesma dificuldade e no mesmo período de tempo. Um coro que não solfeja exige também muito mais esforço e paciência por parte do regente, uma vez que este terá que passar a música aos cantores por meio da repetição, às vezes exaustiva, e considerar que o coro não tomará nenhuma iniciativa consciente na resolução de problemas musicais, como corrigir notas e dinâmica automaticamente, sem que o regente precise intervir, por exemplo. Pode também, tomar tempo do regente com outros artifícios para contornar a lentidão do aprendizado, como a gravação de faixas de áudio por naipe de cada música, para que os cantores escutem e imitem as gravações, fazendo com que eles dediquem tempo para esta tarefa fora dos ensaios.

Muito tempo pode ser gasto com o aprendizado da linha melódica e da correção das notas, ritmos e dinâmicas. Frequentemente se despende tempo excessivo corrigindo notas ou detalhes que poderiam ser espontaneamente resolvidos com bom solfejo, quando não obstante, se desiste de corrigi-los por ter de escolher entre colocar a música de pé para ser apresentada em detrimento de fazê-la com todas as notas no lugar e ainda correr o risco de que não fique pronta no prazo. Esse precioso tempo poderia estar sendo aplicado com o desenvolvimento da sonoridade, da interpretação da partitura, no desenvolvimento de mais repertório, no investimento em um repertório mais rebuscado, ou no desenvolvimento das habilidades do coro.

A música coral erudita está sendo aos poucos esquecida pelos coros amadores brasileiros, sem que seus regentes sequer tenham alguma preocupação para com o assunto. São cerca de 1.000 anos de história em composições corais no ocidente que estão deixando de fazer parte do repertório de nossos coros, e esse fenômeno acontece pela primeira vez agora, no final do segundo milênio. Dentre todos os motivos que possam ter levado a esta situação singular, podemos afirmar com segurança que a falta de conhecimento musical contribuiu diretamente no processo. Afinal, conhecer música é imprescindível para realizar boa parte das composições já escritas. Sem nos atermos ao que levou a esse resultado no Brasil, logo podemos presumir que com uma boa base de solfejo, aos poucos, naturalmente se equilibrará o repertório novamente, dando mais espaço ao estudo da música escrita pelos consagrados compositores, visto que o estudo do solfejo normalmente não vem sozinho, mas acompanhado de história, teoria e percepção. A música de concerto pode ser usada como ferramenta para estruturar o coro, porque compreende uma gama inumerável de elementos e complexidades, que se aplicados com consciência na construção do repertório certamente levarão a um crescimento constante de qualidade. São composições dos mais variados níveis de dificuldade, estilos, sonoridades e tipos de escrita.  Mas infelizmente, sem solfejar bem, boa parte deste repertório fica praticamente  impossível de ser realizado.

O solfejo em coro, entretanto, não é elemento fácil de se incluir na rotina repentinamente, onde não se tem este hábito. Problemas podem ser enfrentados de imediato, como a falta de interesse por parte dos cantores, resistência nos primeiros meses, diferença de níveis dos cantores, diferença de propósitos e anseios, agenda que não reserve tempo para esta tarefa, ou até mesmo a falta de exigência do repertório. A organização se fará necessária, e uma boa argumentação por parte do regente também. Para um grupo que ensaia duas horas por semana, por exemplo, pode se começar com quinze ou trinta minutos no início de cada ensaio. Depois de que o grupo desenvolver o suficiente com exercícios, faz-se necessária a aplicação direta no repertório, para entrelaçar as coisas o quanto antes. Para os que apresentam maiores dificuldades, atendimentos individuais vão ajudar. Depois de um ano, quando o grupo já estiver um pouco desenvolvido, requer atenção especial aos novos componentes, que entrarão em desnível e precisarão de atendimento especial. Neste ponto da trajetória, certamente o coro já será outro!

É comum os coros atingirem um determinado nível, desde sua fundação ou desde que assumiu o regente atual, e por diante ficar sempre no mesmo nível, às vezes por dezenas de anos. Basta analisarmos cuidadosamente a história dos coros que conhecemos para diagnosticar isso. O solfejo e o estudo musical de forma estruturada sempre possibilitará que o coro adquira mais qualidade, que experimente fazer uma quantidade maior de repertório, que experimente realizar peças mais difíceis ou audaciosas, enfim, deixa em aberto a possibilidade de crescer.  

            Seja ele tradicional, em dó móvel, por relação intervalar, por graus ou qualquer outra forma, o desenvolvimento do solfejo só ajuda, facilita o aprendizado. Não podemos deixá-lo no esquecimento. Em 2009 um colega regente, depois de ter experiência com coros que tem o hábito de solfejar, em outro país, me disse que de volta ao Brasil ele prometeu a si mesmo que jamais trabalharia novamente com um coro que não tivesse como ferramenta fundamental o solfejo, pois não teria mais a paciência devida para ensinar música de ouvido o tempo todo, e não conseguiria realizar o repertório que teria vontade porque jamais o coro conseguiria sem saber solfejar. “O resultado é outro a luz do solfejo!” Disse ele. Hoje ele aquece seu coro lendo corais de Bach a primeira vista, e todos se convenceram de que realmente o resultado é bem melhor lendo as partituras do que na escuridão do analfabetismo musical.


Marcio Buzatto
 Foto: Coro de Câmara UFSM, em 2009

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Erechim lança CD com regravações do hino do município

Segue a matéria sobre a regravação do Hino de Erechim, o qual fiz a coordenação da parte coral adulto. O Coro da URI-Erechim participou da gravação representado por mim e mais três componentes. Ao todo foram sete cantores nesta parte da gravação.

Heliete Barcellos, Marinalva Nunes, Yuri Mioreli, Andrea Zenkner e Luciana Iurkievicz. Ao fundo o técnico de gravação e Marcio Buzatto.

 ClicRBS: 24/12/2010

Erechim lança CD com regravações do hino do município


O hino de Erechim ganhou novas versões. O CD lançado nesta semana, conta com onze faixas diferentes que foram gravadas com a participação de diversos grupos de canto, orquestras e músicos erechinenses.

As partituras do hino foram reescritas pelo músico e professor Gleison Juliano Wojciekowski, que procurou ajustar as tonalidades para tornar o hino mais facilmente reproduzível. Ele usou como base as partituras originais.
A autora da letra, Terezinha Becker Dilélio, confessou que agora o hino ficou “como queria”.

O hino de Erechim é uma composição conjunta. A música, de Frederico Schubert. A revisão final é de Oswaldo Engel. Na gravação deste novo CD, participaram diversos artistas: Coral Universitário da URI-Campus de Erechim, Orquestra de Concertos de Erechim, Banda de Música de Erechim, Coral e Grupo de Música da Escola Municipal de Belas Artes Oswaldo Engel, Coral Vocalando, Coral Municipal Infanto Juvenil, além de outros artistas solistas.


Prefeitura Municipal de Erechim:

         Para proporcionar à população um melhor entendimento e para que ela possa, sobretudo, cantar o hino de Erechim respeitando fielmente a sua letra, é que a Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, editou um CD com regravações do hino de Erechim. A ideia surgiu neste ano, quando foi realizado o I Fórum de Cultura de Erechim. A regravação modificou o tom de execução do hino, tornando-o mais audível e de fácil interpretação.
Na plateia os músicos
Taine Schettert e prefeita Ana Oliveira
Heliete Barcellos e prefeita Ana Oliveira
         
         O lançamento aconteceu na manhã desta quinta-feira, dia 23, no salão nobre da prefeitura com a presença da prefeita em exercício, Ana Oliveira, do secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Edgar Paulo Marmentini, do presidente do Conselho Municipal de Cultura e coordenador do projeto, Gleison Juliano Wojciekowski, de secretários municipais, vereadores, integrantes dos grupos de canto, orquestra e músicos de Erechim que participaram da regravação do hino, bem como da autora da letra, Terezinha Becker Dilélio que veio de Porto Alegre especialmente para o lançamento do CD.
          O disco conta com onze faixas diferentes que foram gravadas com a participação de diversos grupos de canto, orquestras e músicos erechinenses, que trabalharam para dar uma roupagem mais audível e fiel à composição original do hino oficial do município. As partituras do hino foram reescritas pelo músico e professor Gleison Juliano Wojciekowski, que procurou ajustar as tonalidades para tornar o hino mais facilmente reproduzível, em virtude da dificuldade dos cantores em cantá-lo no tom utilizado na gravação antiga. Ele usou como base as partituras originais.
         Terezinha, bastante emocionada, confessou que agora o “hino ficou como queria, onde todos podem cantar”. Marmentini lembrou que a regravação do hino foi discutida no Fórum de Cultura de Erechim, onde os participantes demonstraram o “intuito de poder cantar, de entender melhor a letra que é magnífica e de a partir de então, trabalhar o hino nas escolas municipais, estaduais e particulares e torná-lo um hábito entre os nossos estudantes, enfim, entre a comunidade como um todo”. O secretário sublinhou: “queremos dar ao hino de Erechim a dimensão que ele merece”.
          Um agradecimento especial à autora da letra, pela disponibilidade de autorizar as novas performances (vocal, instrumental e regência) do hino e por estar presente no lançamento do CD, foi feita pela prefeita em exercício, Ana Oliveira. Ela também destacou as propostas relacionadas a cultura e que integram o Pacote de Leis da Cultura, aprovado pelos vereadores e formatado durante a realização do I Fórum em junho deste ano. Leis como a criação do Fundo Municipal de Apoio à Cultura de Erechim, o FAACE; o projeto Empresa Amiga da Cultura, o dia 10 de cada mês sendo oficializado como Dia da Cultura de Erechim; a instituição do Coral Juvenil Municipal e do Grupo Vocalando em caráter oficial no município; e a reformulação do Conselho Municipal de Cultura, fazendo a destituição deste conselho do atual Conselho Municipal de Cultura e Turismo fazem com que a cultura do município cresça e se desenvolva cada vez mais.
           O hino de Erechim é uma composição conjunta. A letra é de Terezinha Becker Dilélio. A música, de Frederico Schubert. A revisão final é de Oswaldo Engel. Na gravação deste novo CD, que foi realizada no estúdio LC Produções, participaram diversos artistas: Coral Universitário da URI-Campus de Erechim, Orquestra de Concertos de Erechim, Banda de Música de Erechim, Coral e Grupo de Música da Escola Municipal de Belas Artes Oswaldo Engel, Coral Vocalando, Coral Municipal Infanto Juvenil, além de outros artistas solistas. 
Katia Molon (presidente do Coro da URI) e prefeita Ana Oliveira
 Gleison Wojciekowski e prefeita Ana Oliveira
  

Acesse a notícia pelos links:




quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Recital de Conclusão de Curso UFSM - 2010


19/DEZEMBRO/2010 (domingo) às 19:00h  
ANFITEATRO CAIXA PRETA - CAL/UFSM    SANTA MARIA/RS
Entrada franca

RECITAL DE CONCLUSÃO DE CURSO DA UFSM
MÚSICA - LICENCIATURA PLENA - 2010

ANDRE ECKERT    LUCIANO EBLING    CHEILA OBA     IRMÃ OLINDINA MARGOTI
DOUGLAS WEISS      KARINE STRÖHER      FELIPE COUTO

Orientação de MARCIO BUZATTO

Obras de O.Lacerda, J.S.Bach, Ambrosius, Quico Neves, entre outros.
 



Recital de Conclusão de Curso da UFSM
Licenciatura Plena em Música - 2010 

Os licenciandos em música pela UFSM: André Eckert, Luciano da Silva Ebling, Cheila Mari Filippin Oba, Irmã M. Olindina Margoti, Douglas Rodrigo Bonfante Weiss, Karine Larissa Ströher e Felipe Couto encerram o curso com um recital no Anfiteatro Caixa Preta, da UFSM.  Com entrada franca, o recital será realizado no próximo domingo, dia 19 de dezembro, as 19h. A parte inicial do programa apresenta peças corais e depois segue com peças instrumentais de vários estilos e períodos. Entre outras, peças de Osvaldo Lacerda, J. Bach e Quico Neves farão parte da apresentação, que tem a orientação do Prof. Marcio Buzatto.

(Centro de Artes e Letras (CAL): Cidade Universitária, Rua Roraima 1000, Camobi, Santa Maria/RS).

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Beatles "A Razão e a Paixão" - com arranjos de Marcio Buzatto, Gilberto Salvagni e Alexandre Ostrovski

Beatles - "A Razão e a Paixão"
Orquestra Municipal de Sopros e Coral Municipal de Caxias do Sul

Arranjos de Marcio Buzatto, Gilberto Salvagni e Alexandre Ostrovski

“Beatles - A Razão e a Paixão” reconstrói a obra musical do quarteto inglês, buscando introduzir uma nova estética cênica e musical a um material mais do que consagrado: as canções dos Beatles. O espetáculo desde a sua estreia, em 2008, foi visto por mais de quatro mil pessoas.

O espetáculo nasceu da vontade de tocar e cantar os “Beatles” e pela sua importância na história da música popular. O repertório selecionado (entre 219 canções) destaca os arranjos vocais e orquestrais e a grande riqueza melódica presentes nas obras originais. O tema solidão pontua as primeiras canções, seguido pelo romantismo e pelo despertar do auto-conhecimento sugerindo um retorno ao ponto de partida. E, é nesse ciclo que o espetáculo traz à tona questões que às vezes povoam, confundem e convidam à reflexão, buscando o equilíbrio entre “A Razão e a Paixão”. Recursos cênicos, coreografias, projeções visuais, e a participação do Duo da Cia. Municipal de Dança prometem muitas emoções.

As obras são executadas pela Orquestra de Madeiras com arranjos exclusivos de Alexandre Ostrovski, Marcio Buzatto e Gilberto Salvagni. Cibele Tedesco e Gilberto Salvagni assinam a direção e o roteiro que é inspirado no poema “A Razão e a Paixão” extraído do livro “O Profeta” de Khalil Gibran.
 

 
A Prefeitura de Caxias do Sul, por meio da Orquestra Municipal de Sopros e Coral Municipal, apresenta o espetáculo “Beatles - A Razão e a Paixão” no próximo dia 14 de dezembro, às 21h na Praça Loureiro da Silva, centro de Garibaldi. O espetáculo integra a programação do Natal Borbulhante e tem entrada franca.
 
O Natal Borbulhante 2010 é uma realização da Prefeitura Municipal de Garibaldi, em parceria com o Centro Cultural e Artístico de Garibaldi (CECAR) e apoio da Associação de Pequenas e Médias Empresas de Garibaldi (APEME) e Associação dos Vinicultores de Garibaldi (AVIGA).
 
Acesse a programação completa: http://www.garibaldi.rs.gov.br.

Kamila Zatti
Assessoria de Comunicação
Unidade de Música - Secretaria Municipal da Cultura
(54) 3901 1316 ramal 219

Sobremesa Musical com Orquestra Filarmônica da PUCRS

15/DEZEMBRO/2010 (quarta) às 13:00h       
SAGUÃO DO PRÉDIO 9 DA PUCRS. Av. Ipiranga 6681. Porto Alegre/RS.

PROJETO SOBREMESA MUSICAL
ORQUESTRA FILARMÔNICA DA PUCRS
Regência de MARCIO BUZATTO

No programa músicas natalinas.

 
 Entrada franca



 

sábado, 4 de dezembro de 2010

Concerto de Abertura do Natal PUCRS - 2010

Abertura do Natal PUCRS - 2010

CORAL E ORQUESTRA FILARMÔNICA
PUCRS
Programa: Gustav Holst, Irving Berlin, Felix Mendelssohn, Andrew Lloyd Webber, entre outros.

Adriana de Almeida, soprano
Pedro Spohr, barítono
Participação especial: Ballet Concerto

Regência: Marcio Buzatto
Preparadores do Coral da PUCRS:
Lizandra Rodrigues, pianista
Paulo Bergmann, pianista
Pedro Spohr, preparador vocal
Ballet Concerto - direção de Victoria Milanez

Data: 08 de dezembro de 2010 (quarta-feira)
Programação:
18h: Mundo da Criança
20h: Montagem da Árvore - Quinteto de Sopros
20h45min: Palavras do Reitor
20h55min: Concerto
Local: Salão de Atos da PUCRS. Prédio do Instituto de Cultura Musical da PUCRS. Av. Ipiranga 6681, Porto Alegre/RS.
Entrada Franca